ORGANDI

sábado, setembro 09, 2006

Uma Crônica

Tinha a casa. Dez graus, à noite. Se encontraram antes na varanda de Remi. Se estivesse mais frio, iriam para a garagem. Foi uma noite calma. Só o mais íntimos, haxixe e crepe de chocolate. Remi, a princípio, transava com Rose. Uma noite dormiu com Émilie, e acabou ficando com ela. Emilie e Rose também saiam. Mas nem Mathias, nem Remi e nem Claire – que saia com os dois caras – desconfiavam.

Emilie tinha preparado os crepes. Esfarelou um pouco de hash na calda. Não falou pra ninguém.

Foi uma noite calma. Ficaram na varanda. Por dez minutos Remi e Rose se trancaram no lavabo. Antes de duas acabou. Rose morava longe, Ficou para dormir na casa de Claire.

Era subúrbio, foram a pé. Saia fumaça da boca quando falavam. O último baseado, encostados em um carro, os últimos beijos. O fim da noite era mais aberto. Remi e Math quase nunca entravam nessa, entre eles.

Dentro do quarto, era grande e vazio. Elas estavam em cima das camas. Claire, na de casal. Rose, na do chão. Tinham vestido pijama. Claire alisava o bumbum por debaixo do short. Falava de um filme que tinham visto. Rose se levanta, vai ao banheiro. Geme de dor. Ela é morena, cabelo longo, cacheado. Diferente dos outros. Ela nunca fecha completamente os lábios, quando está calada. Sua mãe era colombiana.

Eu gosto de alisar o meu bumbum, eu reparei. A Claire fala, lá de dentro. Rose está no banheiro da suíte, com a porta aberta. Levanta a camisola e senta na privada. Eu to ardendo! De novo? De novo, não, ainda...

Claire faz cara de dor.

Não sei mais o que fazer. Cuido, melhoro. Tinha melhorado. Mas é que a gente não agüenta. Olha para um hematoma no braço. No banheiro, mais cedo, Remi puxou com mais força na hora que tava gozando. Ela gostou.

Claire senta na ponta da cama. Olha Rose.

É que... é bom demais. Às vezes eu... não agüento. Aí eu grito, sai sozinho. Tem vez que eu choro, de tão forte. Ele também.

Ela para, alisa a perna, a virilha. Ri. Ele diz que não muda nada se eu tiver depilada ou não!

Claire faz cara de quem acha estranho. Vai para o banheiro. Fica olhando no espelho. O Math... ele disse que me ama.

A gente tava transando ontem, e ele me disse, quando tava gozando. Claire, eu te amo, você é a mulher da minha vida, eu te amo, eu te amo. A gente tava sem camisinha. Ele pediu. O homem não consegue mentir na hora que ta gozando.

E o que você vai fazer?

Tomei pílula do dia seguinte. Cruza os braços, se encosta na parede. E você, aí, ta melhor?
Rose se seca, dá descarga. Fica olhando para a água. To melhor. Melhora e piora, é assim.

Rose deita de bruços na cama de casal. Claire apóia o pé na pia, olha o esmalte saindo das unhas coloridas. Volta para o quarto, afunda um beijo no pescoço de Rose, deita do lado. Dormem.

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

essa história nao me é de todo estranha! rsrs. beijocas baby!
ana

quarta-feira, outubro 25, 2006 11:47:00 AM  
Anonymous Anônimo disse...

A cronica é boa, mas o comment da Ana suscitou mais a minha imaginação.
Bjs

terça-feira, novembro 28, 2006 3:28:00 PM  

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