Às vezes parece que eu não consigo amar.
Parece que eu olho mas não consigo ver,ouço e não entendo.
Leio e as palavras rebatem nos olhos ao invés de adentrarem a mente, o coração.
E mesmo nos momentos de felicidade. Ah, nos momentos de felicidade aquela ponta de tristeza.
A amor vai ficando mais forte
mais completamente espalhado pelo corpo, pelos olhos, pelo ar.
E ele entra tão fundo no coração que o fundo foge à vista e quando eu tento olhar queima os olhos e a dor do fundo vira dor de furo pontudo cortante que se une com o amor se amalgama se confunde e o que parece auge parecer o alto vertiginosamente pleno e instável corda bamba.
Bailarinha desastrada equilibrista dispersa apaixonada perna bamba balança a corda perde a coragem bamba e num ato destraído esquece o que é devido e olha pra baixo tangente
Que mole perna mole coração
e a bailarina anda voa incerta

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