A cada dia
me afogo mais
em mim mesma
Vivo embriagada
da realidade
Tudo o que penso
deve ser verdade.
Deve ser verdade
mas é real?
Porque real é o que carrego nas costas
além do ir e vir do sol
O medo é real?
A miséria
é real?
Uma felicidade adiada
é real?
Sentir que eu não consigo mais sentir
além do melodrama nosso de cada dia
Eu, que me apego à realidade do pão
e esqueço a fantasia do vinho
sou real?
E verdadeira, eu sou?
No mesmo dia mesma hora que desaprendi a escrever,
foi no mesmo dia mesmo instante
que me dobrei
à irrealidade da vida
O mesmo dia que desaprendi a amar
foi no dia que tentaram me ensinar
e para isso me castigaram
Supondo que me ames
do que adiantaria?
Eu que não sei amar
Eu que não me sei
Isso sim é miséria
Eu que me odeio por perder a esperança
Eu que confundo passado e futuro
Que não ligo mais pro presente
Hoje eu só me ocupo
com minha imagem no espelho
que é linda
linda linda linda
tão linda que permire que eu me afogue
neste mar de insegurança
e te domine com amor
um amor que era para ser luz
mas virou fardo
Cansei
preciso viver sinceridade

3 Comentários:
Aê Joolinha, gostei de ver. De volta a poesia! Bjo
julia julia
lindo lindo
beijo beijo
até mais!
Estou sem palavras....
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