ORGANDI

quinta-feira, dezembro 22, 2005

ARTE

Concebida em pico de tesão. Formulada pela conjunção da consciência focada com a potência em fluxo. Expelida em parto.

Sabe, o criador, que pefeição é lixo. Por isso a lança ao mundo quando crê justo, tal coisa pronta que reconhece, sem conhecer.

Filho bastardo, vindo do ventre. Intolerado e amado. Entregue à sorte em corajoso pesar. Com assustada esperança de que faça bom uso de suas pernas. De que mantenha a face erguida à tapas, cuspes, lambidas ou -quem sabe- beijos.

Subjugada ao criador por tempo ínfimo. Vinda com a sina de servir a humanidade, até o último fóton.

2 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Oi! Vc quer dizer- subjugada? que não é subjulgada.
a primeira é: sob o jugo de algúem.
A segunda é mal julgada.
Acho que vc quer dizer subjugada mesmo né?
Corrige caso eu esteja certo e deleta o comentário do otário!

sábado, dezembro 24, 2005 1:17:00 AM  
Blogger João Pedro Sevalho disse...

júlia menina bonita!
como foi bom te conhecer!
não suma não menina!
que tá lindo como sempre!

bjão do joão

domingo, fevereiro 05, 2006 6:38:00 PM  

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