Kadoo
Julia Nemirovsky
Ursinho na floresta
Leito que o sol cria no Alpe
Criança rosada enrolada na
barra da saia
Cometa orbi
tando
Acorde perfeito maior
Canário pousado na rede
Barroco brasileiro
Rastro de canoa no rio
Tutu mineiro
Campo de algodão florido
Para decifrar
o quebra-cabeça (da vida)
o esparrama pelo chão
E o Cadu, quando dorme
põe a mão no coração
Julia, linha e agulha
Cadu Corrêa
Julia! Vamos, Julia!
O pano a gente costura
Usando só linha e agulha.
E o mundo, Julia?
Como a gente costura?
Vamos, Julia...
Eu sei que você sabe.
Pegue um papel
escreva algumas linhas
(a caneta é a agulha).
Ande, Julia, não pense.
Às favas com o juízo.
Remende poesia onde achar preciso!
Koratzaoo
Julia Nemirovsky
Eu pego a caneta
para costurar a vida
tão desconexa e embaralhada
Mas antes saio à cata de retalhos
(uma colcha macia viria a calhar)
Em uma esquina insossa
encontro um amigo
que sorridente e sereno
me estende os braços
no abraço apertado começo a tarefa
cozendo bem perto nossos corações

2 Comentários:
oi
de vez em quando venho aqui ler
acho interessante
estando livre passe no meu blog tambem
meus incentivos
e boa sorte
Adorei o post anterior, do Brecht! Muito bom :)
Precisarmos de pouco é uma forma incrível de percebermos o que realmente importa, o que nós devemos buscar, mas que invariavelmente muitos de nós deixamos de lado.
Estou meio sumido, mas aqui estou - aqui e aí.
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