ORGANDI

sexta-feira, junho 24, 2005

Kadoo

Julia Nemirovsky

Ursinho na floresta
Leito que o sol cria no Alpe
Criança rosada enrolada na
barra da saia

Cometa orbi
tando
Acorde perfeito maior
Canário pousado na rede

Barroco brasileiro
Rastro de canoa no rio
Tutu mineiro
Campo de algodão florido

Para decifrar

o quebra-cabeça (da vida)
o esparrama pelo chão
E o Cadu, quando dorme
põe a mão no coração


Julia, linha e agulha

Cadu Corrêa

Julia! Vamos, Julia!
O pano a gente costura
Usando só linha e agulha.
E o mundo, Julia?
Como a gente costura?

Vamos, Julia...
Eu sei que você sabe.

Pegue um papel
escreva algumas linhas
(a caneta é a agulha).

Ande, Julia, não pense.
Às favas com o juízo.
Remende poesia onde achar preciso!

Koratzaoo

Julia Nemirovsky

Eu pego a caneta
para costurar a vida
tão desconexa e embaralhada

Mas antes saio à cata de retalhos
(uma colcha macia viria a calhar)

Em uma esquina insossa
encontro um amigo
que sorridente e sereno
me estende os braços

no abraço apertado começo a tarefa
cozendo bem perto nossos corações

2 Comentários:

Blogger Pedro Simão disse...

oi
de vez em quando venho aqui ler
acho interessante
estando livre passe no meu blog tambem
meus incentivos
e boa sorte

terça-feira, junho 28, 2005 7:46:00 PM  
Blogger Guilherme Martins da Costa disse...

Adorei o post anterior, do Brecht! Muito bom :)
Precisarmos de pouco é uma forma incrível de percebermos o que realmente importa, o que nós devemos buscar, mas que invariavelmente muitos de nós deixamos de lado.
Estou meio sumido, mas aqui estou - aqui e aí.

quarta-feira, junho 29, 2005 1:14:00 AM  

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